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  • Gunnar Georgi

A necessidade de Know-how para a hotelaria independente.

Atualizado: 23 de Fev de 2019

É sabido da representatividade da “hotelaria independente” dentro do universo de empreendimentos de hospedagem pelo país a fora, sejam de pequeno, médio ou grande porte. Mas é visto a olhos nus, o sucateamento destes hotéis e pousadas de operação própria, cada dia mais e mais, aliado a ausência de conhecimento (know-how) de como tocar seus negócios de forma funcional e com conformidade mínima para atender hóspedes.

A falta de regulatórios e suporte governamental é um agravante de peso, aliado as instabilidades econômicas e políticas do país; faz com que esses empreendimentos, em grande parte das vezes, passem a funcionar num processo de operação predatória permanente, sem reformas ou melhorias, muito menos manutenção básica, para oferecerem produtos e serviços com qualidade satisfatória. O que preocupa muito nesse formato de operação, é a bola de neve que vira esse abandono nesses meios de hospedagem, chegando a situações por vezes, críticas e irreversíveis, onde empreendimentos comprometem todo o seu funcionamento, necessitando de altos valores para chegar a patamares mínimos de funcionamento.

Na outra ponta está o hóspede que utiliza um hotel ou pousada e que paga para ter fora de casa, em uma hospedagem, um nível de conforto e aconchego, no mínimo igual ao que tem em sua residência. Este passa por situações desastrosas e horripilantes em suas estadias, simplesmente por necessitar de hospedagens nos mais diferentes momentos e por inúmeras razões.

As redes hoteleiras, vem ganhando cada vez mais espaço no país, por uma grande e forte razão: conseguem oferecer com previsibilidade condições de hospedagens considerando conforto, conservação, praticidade e atendimento. Esse conjunto de fatores, aliados a preços atrativos tem sido o carro chefe das cadeias de hotéis que hoje operam em todas as categorias de empreendimentos de hospedagem.

Caímos na grande máxima que ouvimos diariamente no país, que nos trás uma reflexão a respeito cada vez mais: “ são os pequenos e médios empresários e empreendimentos, a força motriz da economia do Brasil”; são por eles que o fomento deve trabalhar a favor e permanentemente, seja com apoio financeiro – linhas de crédito, seja através de suporte intelectual, seja de qualquer outra forma. Hoje vemos os legítimos empresários e empreendedores do país, fazerem verdadeiros milagres para se manterem ativos e com seus negócios operando. O que hoje no país efetivamente tem sido feito, direcionado para os meios de hospedagem e turismo de um modo geral na esfera governamental? Em que âmbito tem sido feito um trabalho de recuperação ou condução para os meios de hospedagens independentes? São perguntas que ficam pairando no ar e que precisam de respostas já há bastante tempo.

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