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  • Gunnar Georgi

O despertar da 'hotelaria independente".



É preocupante o momento que vive a hotelaria independente hoje no Brasil; incluo hotéis e pousadas de porte pequeno, médio ou grande, independentes. Representam uma fatia muito grande da estrutura de hospedagem do país e tem nas mãos, dependendo da região, oportunidades ímpares de relevantes ganhos considerando contextos turísticos, de negócios e lazer.

Com exceção de alguns poucos, os empreendimentos vem operando atualmente em um sistema onde atender o hóspede é o foco principal e único; não importando de que forma estão ofertando produtos e serviços, em que estado de operação se encontram; muitas vezes tendo seu faturamento comprometido na integra para pagar contas vencidas ou a vencer em um prazom imediato.

É fato que a operação desses hotéis e pousadas é feita de forma improvisada, sem planejamento, sem controle financeiro e sem expertise de gestão. Propiciar uma cama, um banho e um café da manhã se torna uma obrigação ao negócio; negócio esse, que tem uma única oportunidade de mostrar ao seu hóspede porque ele pode e deve voltar ao seu hotel ou pousada.

O que vale ressaltar neste contexto de meios de hospedagens que se encontram em situações desastrosas, como as que comento neste artigo, é que as necessidades que demandam suas estruturas, muitas vezes tem soluções e melhorias simples e rápidas, que vão desde uma pintura em uma parede até uma atenção especial para suas camas, chuveiros, móveis. A percepção é de falta de atitude, inciativa, traquejo, pequenas ações que podem fazer grande diferença. Isso remete para um cenário de necessidade de profissionalização, de busca de expertise, busca por trocas de experiências, o que explicitamente não ocorre por parte de proprietários, gestores e empreendedores do segmento de hospitalidade.

Atuando com treinamentos e cursos para a hotelaria, ao longo dos anos, tenho me deparado com a ausência quase que completa de oportunidades locais e regionais de acesso a aperfeiçoamento, inclusão e melhoria para as operações dos meios de hospedagens independentes.


É hora de um despertar desse segmento, de hotéis e pousadas, das instituições associativas, privadas e públicas, para que busquem de fato uma profissionalização e tratem seus negócios como devem ser tratados - equipamentos de serviço, oferecendo qualidade, conforto e acima de tudo uma experiência positiva a seus hóspedes.


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